terça-feira, 7 de agosto de 2018

Nicodemos, há poucos e pelo pior!

(Coimbra, ali mesmo na FPCE - UC)
 
Os meses e anos passam e com eles as dinâmicas das plataformas ditas sociais (e digitais) encontram nos seus utilizadores vários estádios (sim estádios) de alma. Do tempo em que se procura a visibilidade, leitura e reconhecimento da multidão (dos almejados likes e seguidores que, em certos casos, serão suficientes até para manter a sustentação do ego e a económica) até ao tempo em que mais que tudo não queres deixar de partilhar esta ou aquela convicção, mesmo que ninguém a leia e ou te siga.

E o meu tempo anda por aqui, percebendo acolá os que agora se pintam e se pavoneiam, os que se mostram ao mundo com as suas ideias de pessoas renovadas, os outros que se esfumaram daqui para começar a parecer acolá… e em todos eles sinto aquela tentativa de nicomedização negativa da existência -como se apagar o que fomos fosse condição essencial para sermos o que queremos para o hoje e amanhã.

Já fui do tempo dos juízos fáceis e até atrozes. Os telhados de vidro permitiram-ME saborear a vida com as suas/MINHAS limitações.

E no meio disto tudo, mais não pretendo do que continuar a procura do mais nobre de nós, sem subterfúgios de segunda ou salvadores de primeira numa escala sempre, não duvido, de segunda e mais para baixo. E o que sei e o que observo é que precisamos cada vez mais, todos e cada um de nós, de intermediários.

(As coisas que escrevo inspirado na separação recente de alguns amigos e conhecidos a quem almejava maior longevidade nas relações que lhes conhecia! Assim não foi. Entre as várias coisas que me doem, sabendo que a eles doerá muito mais, o não ter estado lá. A seu tempo assim será, senão com eles, com outros!)

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